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Crianças sob o sol: como proteger a pele no verão

A pele das crianças é muito mais sensível do que a dos adultos. No verão, a exposição solar intensa aumenta o risco de queimaduras, irritações, alergias e até câncer de pele no futuro. Por isso, saber como proteger a pele das crianças do sol é essencial para garantir um verão seguro, saudável e divertido.

 

Por que a pele das crianças é mais sensível ao sol?

A pele infantil é mais fina, possui menos melanina e tem menor capacidade natural de defesa. Esses fatores tornam as crianças mais suscetíveis a:

  • queimaduras solares;
  • desidratação;
  • alergias de contato;
  • danos celulares que se acumulam ao longo da vida.

Estudos mostram que queimaduras solares na infância aumentam o risco de câncer de pele na vida adulta, reforçando a importância da prevenção desde cedo.

 

Os riscos da exposição solar excessiva em crianças

A radiação ultravioleta (UV) pode causar efeitos imediatos e tardios. Entre eles:

  • queimaduras de pele;
  • insolação;
  • vermelhidão e descamação;
  • piora de doenças de pele como dermatite atópica;
  • danos celulares cumulativos.

Mesmo em dias nublados, até 80% da radiação UV atravessa as nuvens, tornando a proteção essencial.

 

Como proteger a pele das crianças no verão: guia completo

  1. Escolha o protetor solar ideal para crianças

Para garantir uma proteção eficaz, o protetor solar infantil deve ser:

  • FPS 30 ou maior;
  • de amplo espectro (UVA e UVB);
  • preferencialmente mineral em crianças pequenas, com óxido de zinco ou dióxido de titânio;
  • hipoalergênico e resistente à água.

Quando aplicar?

  • 20 a 30 minutos antes da exposição ao sol
  • Reaplicar a cada 2 horas ou após entrar na água, suar ou se secar com toalha

Bebês podem usar protetor?

  • Menores de 6 meses: evitar totalmente o sol direto
  • A partir de 6 meses: liberado o uso de protetor solar infantil específico

 

  1. Evite o sol nos horários de maior risco

Entre 10h e 16h, a radiação solar é mais forte. Durante esse período, o ideal é:

  • manter as crianças em áreas cobertas;
  • optar por atividades internas;
  • usar guarda-sol, tendas ou sombra natural.

 

  1. Use roupas que aumentam a proteção

Roupas são uma das formas mais eficazes de proteção solar infantil. Prefira:

  • camisetas de manga longa com proteção UV;
  • chapéus de aba larga (protegendo rosto, orelhas e nuca);
  • óculos de sol com filtro UV certificado.

Na praia e na piscina, camisetas UV ajudam a proteger áreas que costumam queimar mais rápido, como ombros e costas.

 

  1. Hidrate a pele e o corpo das crianças

O calor intenso aumenta a perda de água corporal.
Para evitar desidratação:

  • ofereça água com frequência;
  • priorize frutas ricas em líquidos, como melancia e melão;
  • após o banho, use hidratante infantil para recuperar a barreira da pele.

 

  1. Atenção aos sinais de queimadura ou insolação

Busque atendimento médico se a criança apresentar:

  • vermelhidão intensa;
  • bolhas;
  • febre;
  • vômitos;
  • calafrios;
  • apatia ou sonolência excessiva.

Esses podem ser sinais de queimadura grave ou insolação.

 

Crianças na praia e na piscina: cuidados extras

No verão, tempo ao ar livre é inevitável e saudável. Mas alguns cuidados especiais fazem diferença:

  • reaplique o protetor solar com mais frequência devido ao suor e à água;
  • evite longos períodos sob sol direto;
  • utilize toalhas e roupas secas para evitar assaduras;
  • lembre-se de proteger áreas esquecidas: orelhas, nuca, pés e dorso das mãos.

 

Bronzeamento infantil: por que é perigoso?

O bronzeamento é uma reação de defesa da pele ao dano solar. Ou seja, quando a pele bronzeia, ela já sofreu agressão. Por isso, não existe “bronzeamento saudável”, muito menos em crianças.

A exposição solar inadequada na infância está diretamente relacionada ao aumento de riscos dermatológicos na vida adulta.

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